03 junho 2019

Osteoporose: saiba mais sobre a doença que acomete mais de 200 milhões de mulheres no mundo

Sempre se ouviu falar que na osteoporose o melhor tratamento era caminhada e hidroginástica. Com o avanço dos estudos científicos constatou-se que exercícios resistidos (musculação/pilates) têm demonstrado, junto com a conduta medicamentosa e nutricional, a principal arma para prevenção e tratamento destes pacientes.

A osteoporose é uma doença causada por uma deficiência na mineralização dos ossos do esqueleto, que o deixa mais frágil e propenso a fraturas. Mulheres após a menopausa constituem o grupo de maior risco, porém a osteoporose também pode acometer homens na terceira idade.

Assintomática, a osteoporose causa mais de 8,9 milhões de fraturas por ano em todo o mundo, resultando em fratura osteoporótica a cada 3 segundos. A Federação Internacional da Osteoporose (IOF) comprova que a doença afeta 200 milhões de mulheres mundialmente, 1 em cada 3 mulheres com mais de 50 anos sofrerão fraturas osteoporóticas, assim como 1 em cada 5 homens com mais de 50 anos.

Alguns sintomas:

Dor nos ossos e articulações;
Fragilidade óssea, que aumenta o risco de fratura;
Ocorrência de fraturas, principalmente das vértebras da coluna e fêmur.

Condições médicas que reduzem o cálcio aumentando o risco de osteoporose:

Doença crônica ou má absorção intestinal;
Doença pulmonar crônica;
Doença renal crônica;
Diabetes;
Hipertireoidismo;
Escorbuto (doença desencadeada pela carência de vitamina C no organismo);

Outros fatores que contribuem para o início da osteoporose:

Idade;
Sedentarismo;
Alterações hormonais;
Etnia (branca e asiática);
Ingestão excessiva de álcool e cafeína;
Sexo Feminino;
Antecedentes familiares;
Ingestão inadequada de cálcio e vitamina D;
Uso prolongado de alguns tipos de medicamentos;
Tabagismo;

O tratamento e prevenção da osteoporose envolvem medidas que aumentem a densidade óssea. A contração muscular e os pequenos impactos nos exercícios resistidos faz com que haja maior fixação do cálcio nos ossos tornando-os mais fortes. A musculação é mais segura tanto pelo acompanhamento de um profissional e aparelhagem específica. Já a caminhada que é importante causadora de "pequenos impactos" importantes para o fortalecimento ósseo tem o inconveniente nas grandes cidades da falta de segurança e calçadas irregulares aumentando assim o risco de queda que é o principal risco para os portadores de osteoporose.

De acordo com a American Academy of Sports Medicine, para manter a saúde dos ossos na idade adulta, são necessários exercícios cíclicos (aeróbios) de 3 a 5 vezes na semana e exercícios resistidos de 2 a 3 vezes na semana com carga de moderada a alta em uma combinação de 30 a 60 minutos.

Benefícios da Musculação para Osteoporose:

Tonificação muscular;
Aumento da força;
Ajuda a melhorar a densidade óssea;
Fortalece a coluna vertebral;
Melhora a consciência corporal;
Melhora o sistema imunológico;
Aumenta o equilíbrio;

Alguns cuidados com a alimentação para prevenir a osteoporose:

Diminua o consumo de sal, pois aumenta a perda de cálcio pela urina;
Evitar consumir alimentos ricos em cálcio e ferro na mesma refeição pois a absorção fica prejudicada como de um quanto do outro (exemplo: num almoço consumir carne, peixe, frango e como sobremesa consumir produtos lácteos como iogurte, pudim);
Não fazer uso exagerado da cafeína

Alguns tratamentos medicamentosos como reposição hormonal, e de cálcio e vitamina D podem ser necessários, mas apenas sob prescrição médica devido à interação destes fármacos com outros possíveis medicamentos podendo torná-los tóxicos. Então fique longe das prateleiras da farmácia.

Segundo Tais Rímoli, Nutricionista e Personal Trainer, prevenir é sempre melhor do que remediar. Procure um profissional devidamente habilitado para iniciar a profilaxia e/ou tratamento.


Tais Rímoli - Nutricionista e Personal Trainer
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Falta de Vitamina C



Falta de #VitaminaC: fatores de risco para ocasionar a falta da #Vitamina #C : #dieta inadequada rica em #alimentos ultraprocessados, com pouca variedade e muito restritiva, uso de medicamentos e ou má absorção da vitamina pelo seu #organismo. 

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A vitamina C participa na formação do #colágeno, ajuda na absorção do #ferro prevenindo anemia, é #antioxidante e combate os radicais livres, combate gripes e resfriados, ajuda a combater doenças crônicas, degenerativas, melhora os sintomas da asma, dentre outros! 

Varie sempre os tipos dos alimentos! Busque sempre auxílio profissional!!

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Vem comigo: #Nutricionista e #Personal Trainer.

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01 junho 2019

Minha Missão como Nutricionista


Segundo estudo, 86% dos brasileiros recorre aos Suplementos Alimentares sem orientação e 66% nem se quer lê o rótulo. Saiba seus riscos:

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) o brasileiro é um dos campeões da América Latina no consumo indiscriminado de medicamentos sem prescrição médica. Dentre os remédios mais procurados são os de gripe, para dores em geral, seguidos por vitaminas e fortificantes. Os dados começam a ficar mais preocupantes quando analisamos o crescimento do uso de suplementos alimentares pois de acordo com o Ministério da Saúde, o uso tem crescido desde 2014 cerca de 25% ao ano.

Em um estudo publicado pela Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, (Rigon, 2012), 86% das pessoas consomem suplementos sem prescrição de um nutricionista e 66% dos entrevistados nem se quer realizam a leitura do rótulo do produto.

Grande parte das pessoas acabam adquirindo suplementos por indicação do professor de educação física, indicação de amigos, vendedor da loja de suplementos, propagandas e quase nunca por orientação profissional cabida, diz Tais Rímoli relatando sua experiência dentro deste universo há 15 anos. De acordo com Tais Rímoli (Nutricionista e Professora de Educação Física) o uso de complementos alimentares é uma estratégia traçada pelo nutricionista com o objetivo de suprir carências de acordo com a necessidade de cada paciente e não substituir a refeição e tão pouco virar um agente milagroso para uma suposta melhora de performance física.

As Doenças Crônicas Degenerativas que atingem 57,4 milhões de brasileiros segundo o Ministério da Saúde (2014) e o IBGE divulga que 62,1% dos brasileiros não praticam atividades físicas em 2015; entre as principais justificativas estão: não gostar, não querer e falta de tempo. Dentro deste panorama podemos entender que a maior parte da população está ficando doente e ainda assim procura uma forma mais "fácil" de se manter em forma com a falsa sensação de saúde.

É importante ressaltar que o uso de medicamentos de forma abusiva e sem orientação pode causar sobrecarga no fígado, rins, disfunções de tireoide dentre outros. A metodologia errônea do consumo de suplementos pode afetar a biodisponibilidade dos nutrientes, como por exemplo: a absorção do zinco é diminuída pela suplementação do ferro não heme, o excesso de zinco irá reduzir a ingestão de cobre, e o excesso de cálcio, ao contrário do que muitos podem imaginar pode ser danosa sim, como por exemplo diminuir a absorção de manganês, zinco e ferro. Outro fator relevante a se considerar é que nem todas as vitaminas tem evidência científica comprovada.

A melhor forma de se manter saudável é praticar atividades físicas regulares e manter uma alimentação equilibrada. O auxílio de um bom profissional nestas duas vertentes está diretamente ligado com o sucesso de seu programa.

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A Obesidade triplica o risco de morte por complicações e o Sobrepeso já é suficiente para reduzir a expectativa de vida

De acordo com os últimos dados da ABESO, 2019 (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), 50% da população Brasileira encontra-se acima do peso (sobrepeso e obesidade), e entre as crianças este número estaria entre 15%. A obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo tendo como projeção em 2025 cerca de 2,3 bilhões de adultos em sobrepeso e mais de 700 milhões dentro do quadro de obesidade (OMS, 2019).

Mas estar acima do peso é apenas uma questão estética?

Já é sabido que as complicações de estar acima do peso e da inatividade física são reais. Vamos discorrer abaixo sobre suas complicações e, claro, vamos falar também sobre tratamento.
A obesidade é uma doença que como qualquer outra e necessita de cuidados específicos. Dados recentes demonstram que tanto as pessoas obesas quanto as que estão em sobrepeso tem riscos de desenvolver problemas como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, artrose, artrite, pedra na vesícula, refluxo, apneia no sono, tumores, cansaço físico, alterações hormonais, infertilidade e baixa da autoestima que acarreta uma outra doença incapacitante: a depressão.

Ainda dentro dos complicadores da obesidade temos o próprio tecido gorduroso é um tecido nocivo e metabolicamente ativo, que produz enzimas causadoras da resistência à insulina.

Mas onde todos estes dados vão chegar?

Em 1988, (Reaven) foi descrita inicialmente a Sindrome X, que seria um conjunto de fatores de risco cardiovascular que estava usualmente associada à obesidade. Posteriormente surge o termo Síndrome Metabólica que se denomina como: conjunto de doenças associadas que vão levar ao aumento do risco de problemas cardiovasculares.

Quem tem a Síndrome Metabólica?

É considerado portador da síndrome metabólica, os indivíduos que possuem pelo menos 3 dos 5 critérios abaixo:

Circunferência abdominal maior que 102 cm em homens e 88 cm em mulheres;
Níveis de triglicerídeos sanguíneos maiores que 150 mg/dl;
Colesterol HDL (colesterol bom) menor que 40 mg/dl em homens e 50 mg/dl em mulheres;
Pressão arterial maior que 130 /85 mmHg;
Níveis de glicose em jejum maiores que 100 mg/dl.

De Acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, (2019), A Obesidade triplica o risco de morte por complicações e o Sobrepeso já  é suficiente para reduzir a expectativa de vida.

Como se pode reverter a Síndrome Metabólica?

É de extrema importância que se trate todos os componentes da síndrome, adotar um estilo de vida saudável, se alimentar de forma equilibrada e perder peso. Em alguns casos poderá ser necessário o uso de medicamentos, mas consulte um médico para avaliação da conduta correta. (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, 2019).

Ir para a academia ajuda?

Em uma revisão da literatura feita em 2008 por Guttierres, demonstrou que o treinamento de força parece ter um efeito protetor para a prevalência de síndrome metabólica pelo fato de aumentar a massa muscular, reduzir o tecido adiposo visceral, aumentar a imunidade, elevar a sensibilidade dos receptores da insulina (melhorando o controle do diabetes), melhora dos níveis de colesterol, diminui a pressão arterial e aumento do gasto calórico promovendo melhor controle do peso corporal.

Como devo me alimentar?

Para Steemburgo, 2007 a alimentação equilibrada possui papel importante tanto no controle quanto na prevenção da síndrome metabólica. Dados recentes associam a presença da doença com baixo consumo de grãos integrais, frutas e vegetais. Estes alimentos são fontes importantes de fibras, nutriente este que está associado à redução de riscos cardiovasculares.

Não deixe a doença se instalar, a obesidade tem causa multifatorial. Procure ajuda com profissionais devidamente habilitados. Pratique atividades físicas regulares e mantenha uma alimentação equilibrada. Não procure milagres nem pílula mágica. Saúde é coisa séria.

Tais Rímoli
Nutricionista e Personal Trainer
www.taisrimoli.com.br

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